SERRA QUASE DÁ COICE EM REPÓRTER DE EMISSORA “AMIGA”: SERRA ESTÁ DESESPERADO
Serra pede ‘desculpas’ à Globo
José Serra, candidato do PSDB à presidência esteve nesta quarta-feira (14) na UGT (União Geral dos Trabalhadores). A única central que não esteve no encontro dos trabalhadores no início de junho.
Serra foi vaiado uma única vez, quando falou sobre o Corinthians, arquirrival de seu time do coração, o Palmeiras. Mas tampouco arrancou suspiros. A cada frase do candidato, manifestações espalhadas pelo auditório tentavam “dialogar” com o candidato.
No tema educação, os burburinhos lembravam os problemas da área em São Paulo. Se a questão era concessão de aeroportos ou rodovias, lembravam que o termo é, na verdade, sinônimo de privatização, palavra da qual Serra foge a todo custo. Se eram críticas ao custo de transporte, a queixa era em relação aos pedágios.
Mas nem isso causou mais estranheza do que o pedido de desculpas do candidato a um jornalista da Rede Globo que cobria o evento. O repórter havia feito uma pergunta sobre juros que desagradou o candidato.
Serra emendou: “De onde você é?”
Repórter: “Da Rede Globo.”
Serra: “Ah, então desculpas.”
Um repórter ao lado não aguentou: “Você ouviu essa? Ele pediu desculpas porque o cara é da Globo”.
Fica a pergunta, o que Paulo Henrique Amorim diria?
CUT: SERRA ESTÁ DESESPERADO
CUT responde a José Serra
Em nota da Central Unica dos Trabalhadores (CUT), assinada pelo presidente nacional da entidade, Artur Henrique, responde às ofensas de José Serra:
As declarações de José Serra a respeito da CUT demonstram, mais uma vez, o desequilíbrio do candidato e não combinam com o cargo que, em sua vã pretensão, causa-lhe devaneios.
Acusações tolas, deselegantes, pronunciadas na sede de uma outra central.
A CUT vai continuar independente, de luta, de massa, – algo que o PSDB jamais foi e jamais será – e tem orgulho de reafirmar seu compromisso com as mudanças, das quais somos uma das protagonistas.
Esperamos que o candidato, no futuro próximo, saiba administrar de maneira eficiente pelo menos o seu seguro-desemprego, que ele diz falsamente ser sua criação.
FOGO AMIGO: PPS CONFIRMA QUE SERRA NÃO É PAI DO FAT OU SEGURO DESEMPREGO
Câmara reforça a acusação das centrais contra Serra
Candidato afirma que, sob Lula, a CUT virou ‘superpelega’
Central aconselha tucano a se preparar para desemprego
Aliado do presidenciável tucano José Serra, o PPS endereçou ofício ao Cedi (Centro de Documentação e Informação da Câmara).
Pediu informações sobre a participação de Serra no processo legislativo que resultou na regulamentação do seguro-desemprego e na criação do FAT.
Na resposta ao PPS, divulgada nesta quarta (14), o Cedi informou:
1. Serra foi “autor de emendas ao dispositivo que resultou no artigo 239 da Constituição Federal”.
Dito de outro modo: à época em que era deputado Constituinte, Serra não propôs o artigo 239, mas apresentou emendas.
O que diz o artigo 239? Destina a arrecadação do PIS (Programa de Integração Social) ao financiamento do seguro-desemprego.
O documento da Câmara não esmiúça o teor das emendas apresentadas por Serra.
2. De resto, o texto do Centro de Documentação da Câmara anota que Serra “foi o autor do projeto de lei 2.250, de 1989.
Acrescenta que a proposta de Serra “tramitou conjuntamente com o projeto de lei 991”, que o então deputado Jorge Uequed (PMDB-RS) apresentara em 1988.
Os dois projetos, o de Serra e o anterior, de Uequed, tratam da regulamentação do seguro-desemprego e da criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
Munido desses dados, o PPS apressou-se em veicular na web notícia com o seguinte título: “Câmara confirma que Serra ajudou a criar o FAT e o seguro desemprego”.
O texto reproduz a íntegra da resposta que o partido recebera do Cedi, o setor administra a “memória” da Câmara.
De fato, numa leitura apressada, a resposta do Cedi conduz à conclusão veiculada pelo PPS. Afinal, o deputado Serra fora autor de “emendas” e de um “projeto”.
O problema é que o documento do centro de documentação da Câmara remete para dois links.
Um traz o detalhamento da tramitação do projeto de Serra (aqui). Outro refaz o caminho da proposta de Uequed (aqui).
Em ambos há uma anotação que corrobora a acusação que, em manifesto, cinco centrais sindicais haviam dirigido a Serra.
Embora tenha sido “apensado” à proposição de Uequed (991/88), o projeto de Serra (2.250/89) foi “prejudicado pela aprovação” do primeiro.
O que disseram as centrais no documento anti-Serra? Que ele “mente” ao dizer que criou o FAT e tirou do papel o seguro-desemprego.
“Não fez nem uma coisa nem outra”, atacaram as cinco máquinas sindicais que apoiam a petista Dilma Rousseff: CUT, Força Sindical, CGBT, CTB e Nova Central.
O seguro-desemprego, anotaram as centrais, é obra da presidência de José Sarney. Criado e regulamentado em 1986, passou a “ser concedido imediatamente aos trabalhadores”.
Sobre o FAT, as centrais escreveram: “Foi criado pelo projeto de lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed”.
Acrescentam: “Um ano depois, Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara”.
Ou seja, o ataque dos sindicalistas a Serra reproduz, nesse tópico, os dados que o Centro de Documentação da Câmara repassou ao PPS.
Alheio às informações oficiais, Serra escalou em direção à CUT, braço sindical do PT. Dedicou à entidade um vocábulo que nenhum sindicalista gosta de ouvir: Pelego.
Deu-se nesta quarta (14), num evento em que a UGT (União Geral dos Trabalhadores) repassou ao candidato suas propostas para o futuro governo.
Serra disse que, sob FHC, a CUT “era uma entidade sindical anti-pelega”. Depois que Lula chegou ao poder, tornou-se “uma entidade super-pelega”.
Em resposta pendurada na página da CUT na internet, o presidente da central, o petista Artur Henrique, reagiu em timbre acerbo.
Disse que “as declarações de Serra demonstram desequilíbrio”. Tachou-as de “tolas” e “deselegantes”. E aconselhou o tucano a se preparar para o desemprego:
“Esperamos que o candidato, no futuro próximo, saiba administrar [...] pelo menos o seu seguro-desemprego, que ele diz falsamente ser sua criação”.
À noite, no Rio, Serra voltou a pegar em lanças. Num encontro com artistas e intelectuais, disse que se instalou no Brasil uma “República Sindicalista“.
VEJA/ SERRA 2002 E 2006: O MESMO MEDO, O MESMO TERROR
2002 e 2010, o mesmo Serra e a mesma Veja
Capas da revista Veja desta semana copia o mesmo tema de 2002.
Em 2002, José Serra (PSDB/SP) era o candidato demo-tucano à presidência contra Lula. Agora é contra Dilma.
Sem discurso, falando mentiras e fazendo demagogia, sem conseguir atacar Lula, e levando uma sova no debate toda vez que polariza com Dilma, Serra encontra na revista Veja a “ajuda” para “assustar” o eleitor, recorrendo ao “medo”, dos “radicais” do PT.
Uma curiosidade que gostaria de saber é: qual a idade mental de um leitor da revista Veja, para ter medo de bicho-papão até hoje? (Com a dica do leitor Stanley).
Dinheiro da Educação vai para Editora Abril, dona da Veja
Sem qualquer concorrência e na total obscuridade, tradicional nas gestões do PSDB, José Serra premiou a Editora Abril (dona da Veja) com um contrato de R$ 3.740.000,00 para a distribuição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Todo o dinheiro foi tirado da verba que, antes, iria para a educação.
Abaixo, seguem alguns dados do contrato:
Contrato: 15/1165/08/04 – Empresa: Fundação Victor Civita
- Objeto: Aquisição pela FDE, de 220.000 (duzentos e vinte mil)
assinaturas da Revista NOVA ESCOLA, com 10 (dez) edições
anuais, para Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino. -
Prazo: 300 dias – Valor: R$ 3.740.000,00 – Data de Assinatura: 01/10/2008
MANIFESTO DE CENTRAIS SINDICAIS DESMASCARAM SERRA
Serra: impostura e golpe contra trabalhadores
do Site da CTB
As centrais sindicais lançaram manifesto conjunto na última quarta-feira (7) onde alertam a população para que não se deixe enganar pelas mentiras veiculadas na rádio e na televisão por José Serra, candidato de Fernando Henrique e do PSDB à Presidência da República, a respeito de pretensas medidas que teria proposto em prol da classe trabalhadora. Serra age como um verdadeiro lobo vestido em pele de cordeiro.
Sob o título “Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores”, CUT, Força Sindical, CTB, CGTB e Nova Central denunciam que “o candidato José Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores”. De acordo com as centrais, “a mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano”.
Falsificando a história
A nota assinada pelos presidentes das centrais (Wagner Gomes, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil; Artur Henrique, da Central Única dos Trabalhadores; Miguel Torres, em exercício, da Força Sindical; Antonio Neto, da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil e José Calixto Ramos, da Nova Central Sindical dos Trabalhadores) ressalta é fundamental que a população seja bem informada a respeito dos fatos para que dimensione o tamanho da falsidade que vem sendo divulgada pelo PSDB.
“A verdade”, esclareceram, é que “o seguro-desemprego foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores”. Da mesma forma, “o FAT foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado”.
Reprovado pelo Diap
Na Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988), o candidato tucano votou reiteradamente contra os trabalhadores, assinala o manifesto: “Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas; não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo; não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário; não votou para garantir 30 dias de aviso prévio; não votou pelo aviso prévio proporcional; não votou pela estabilidade do dirigente sindical; não votou pelo direito de greve; não votou pela licença paternidade; não votou pela nacionalização das reservas minerais”.
Por isso, conforme recordam os sindicalistas, José Serra foi reprovado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que conferiu aos parlamentares uma nota entre zero a dez de acordo com a posição assumida na votação dos temas de interesse da classe trabalhadora, em particular o capítulo sobre direitos sociais.
Serra, que a esta altura já tinha se bandeado para o lado da direita, teve nota 3,75 pelo desempenho na Constituinte. Vale lembrar que no primeiro turno da Constituinte, o atual candidato tucano tirou nota 2,50 e, no segundo turno, por se ausentar em várias votações em que havia votado contra, levou nota 5,0 – o que lhe elevou a média para 3,75.
Homem do capital financeiro
Já em 1994, diante da proposta de Revisão Constitucional, lembram as centrais, “Serra apresentou a proposta nº 16.643, para permitir a proliferação de vários sindicatos por empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio: dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição”.
Conforme o manifesto, “é por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogêneo os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo”.
“As Centrais Sindicais brasileiras estão unidas em torno de programa de desenvolvimento nacional aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, com mais de 25 mil lideranças sindicais, contra o retrocesso e para garantir a continuidade do projeto que possibilitou o aumento real de 54% do salário mínimo nos últimos sete anos, a geração de 12 milhões de novos empregos com carteira assinada, que acabou com as privatizações, que descobriu o pré-sal e tirou mais de 30 milhões de brasileiros da rua da amargura”, conclui o documento assinado pela CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB.
Enfim, Serra é um homem do capital financeiro e, como tal, já se revelou inimigo da classe trabalhadora. Definitivamente não merece a confiança das centrais sindicais.
Publicado no Vermelho
Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores
O candidato José Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa, nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo, sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores. A mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano.
A verdade
Seguro-Desemprego - Foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores.
FAT – Foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado.
Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988) - José Serra votou contra os trabalhadores:
a) Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo;
c) não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário;
d) não votou para garantir 30 dias de aviso prévio;
e) não votou pelo aviso prévio proporcional;
f) não votou pela estabilidade do dirigente sindical;
g) não votou pelo direito de greve;
h) não votou pela licença paternidade;
i) não votou pela nacionalização das reservas minerais.
Por isso, o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), órgão de assessoria dos trabalhadores, deu nota 3,75 para o desempenho de Serra na Constituinte.
Revisão Constitucional (1994) - Serra apresentou a proposta nº 16.643, para permitir a proliferação de vários sindicatos por empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio: dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição.
É por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogênio os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo.
As Centrais Sindicais brasileiras estão unidas em torno de programa de desenvolvimento nacional aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, com mais de 25 mil lideranças sindicais, contra o retrocesso e para garantir a continuidade do projeto que possibilitou o aumento real de 54% do salário mínimo nos últimos sete anos, a geração de 12 milhões de novos empregos com carteira assinada, que acabou com as privatizações, que descobriu o pré-sal e tirou mais de 30 milhões de brasileiros da rua da amargura.
Antonio Neto – presidente da CGTB
Wagner Gomes – presidente da CTB
Artur Henrique – presidente da CUT
Miguel Torres – presidente da Força Sindical
Jose Calixto Ramos – presidente da Nova Central
MORGAN FREEMAN: LULA COLOCOU O BRASIL NO LUGAR CERTO
Ator que interpretou Mandela em ‘Invictus’ elogia Lula e África do Sul
da Folha Online
O ator Morgan Freeman, 73, fez elogios à África do Sul e ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Freeman apareceu durante 15 minutos num coquetel oferecido pelo grupo ABC, do publicitário Nizan Guanaes, que assina a logomarca da Copa de 2014.
Em rápida conversa com jornalistas brasileiros (só a Folha e a revista “Isto É” estavam presentes), Freeman afirmou que a África “está tentando” resolver seus problemas.
“Olhe em volta”, repetiu. “Estão fazendo o melhor que podem e isso é importante.”
Freeman viveu Nelson Mandela no filme ‘Invictus’ (2009), que conta a saga da seleção sul-africana de rúgbi, campeã do mundial da modalidade em 1995, disputado na África do Sul.
Freeman se disse ainda um grande admirador de Luiz Inácio Lula da Silva. “É um homem inteligente”, declarou.
“Está colocando o Brasil no mapa. Colocou o Brasil no lugar certo. Infelizmente ainda não pude conhecê-lo, mas gostaria muito”, emendou o ator.
Morgan Freeman está na África do Sul para assistir à final da Copa do Mundo, neste domingo, entre Holanda e Espanha, no estádio Soccer City, em Johannesburgo.
THE INDEPENDENT: “ACONTECE UM MILAGRE ECONÔMICO NO BRASIL”. OPOSIÇÃO NÃO SABE ONDE BATER
Brasil vive período de ‘milagres econômicos’, diz jornal britânico.
da BBC
Para correspondente, é impossível não sentir ‘milagres econômicos’ do país
O bom momento econômico do Brasil é tema de uma reportagem de duas páginas publicada nesta sexta-feira pelo diário britânico The Independent.
Sob o título “No topo do mundo”, o correspondente do diário em São Paulo, David Usborne, afirma que “não é possível passar um dia no Brasil sem sentir os milagres econômicos que acontecem” no país.
A reportagem ocupa as duas páginas centrais do jornal, acompanhada de uma grande foto da estátua do Cristo Redentor no Corcovado, de outra com torcedores acompanhando uma partida da seleção brasileira de futebol e de uma terceira com o presidente Lula em sua recente viagem ao Quênia.
Ainda assim, a reportagem afirma que o Brasil “é um país que se moveu para longe dos clichês de sua marca internacional”.
“Brasília está agonizando sobre como manter o controle sobre seu boom econômico, enquanto o resto de nós (na Europa) está brigando sobre os respectivos benefícios da austeridade para cortar o déficit versus os gastos para estimular a economia”, observa o jornalista.
Eleições
A reportagem comenta ainda a proximidade das eleições presidenciais deste ano, em outubro, citando as pesquisas que apontam uma disputa acirrada entre a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra o ex-governador de São Paulo José Serra.
Texto cita efervescência gerada por Copa, Olimpíada e petróleo
O jornal diz que o próximo presidente vai herdar um país em plena efervescência, com a perspectiva da realização da Copa do Mundo de 2014, da Olimpíada de 2016 e da exploração das vastas reservas de petróleo em águas profundas.
Apesar disso, o jornal adverte que ainda é possível encontrar “muitas pessoas sensatas” no Brasil dispostas a identificar problemas, como a falta de investimentos em infraestrutura e em educação ou a burocracia e o sistema tributário complexo.
O texto lembra que o Brasil permanece um dos países com a maior desigualdade entre ricos e pobres, segundo o Banco Mundial, mas observa que essa diferença caiu durante o governo Lula.
“É verdade que as favelas, com esgotos a céu aberto, armas e drogas, permanecem uma característica da paisagem urbana, especialmente no Rio de Janeiro, onde será necessária mais do que uma plástica antes dos Jogos de 2016″, diz o jornal.
“Mas o número de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza caiu durante os dois mandatos de Lula de 50 milhões para 30 milhões”, complementa o texto.
A reportagem diz ainda que o Brasil teve sorte em encontrar petróleo e em sua aproximação com a China, além da estabilidade econômica conquistada no governo anterior, do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Por fim, o jornal adverte que, apesar de todos esses sinais positivos, o futuro do país não está garantido. Segundo o texto, alguns economistas advertem para uma possível bolha de crescimento que estaria se formando principalmente por conta da entrada de uma grande quantidade de capital estrangeiro e do fortalecimento do real.
CAMPANHA TUCANA É CONTRA O BOLSA FAMÍLIA
Freire diz o que Serra pensa sobre Bolsa Família
A mentira tucana tem pernas curtas. Quando eles tentam esconder alguma coisa que realmente pensam, sempre tem alguém que se trai. José Serra fingiu não gostar do Bolsa Famĺia com o blefe de que iria até dobrá-lo, mas o ex-comunista e seu aliado incondicional, Roberto Freire, revelou o que realmente eles acham: que o programa é “assistencialista” e “eleitoreiro”.
Os conservadores são assim. Qualquer programa destinado aos mais pobres custa caro e não resolve. Para salvar bancos, nunca falta dinheiro. Mas atender quem mais precisa pode ficar para depois. Certamente para um governo que não seja o deles.
Foi exatamente o que aconteceu com o Bolsa Família, um dos principais programas sociais do governo Lula, que não apenas resolveu situações emergenciais de quem vivia abaixo da linha da pobreza, como ajudou famílias a se erguerem e fez a economia girar em vários pontos do país. O pensamento de Freire, que no fundo é também o de Serra, foi externando em conversas no twitter reveladas pelo blog de Josias de Souza, da Folha de S.Paulo.
Freire só vê sentido no Bolsa Família em situações emergenciais. Deve ser cacoete do velho caciquismo do Nordeste, que só acudia o povo no período das grandes secas, ignorando-o durante o resto do tempo.
O ex-comunista, hoje fiel à direita, tenta atribuir seu conservadorismo a Lula, e revela todo o seu “avanço” quanto mais fala do Bolsa Família. “Tem funcionalidade conservadora…Nada muda. E ajuda manter o status-quo, gerando euforia e eleitoralismo”.
Freire ainda tentou disfarçar, dizendo que Serra tem uma visão e ele a sua, mas é impossível que sejam tão antagônicas em relação ao maior programa de distribuição de renda no país. Se assim fosse não seriam aliados tão próximos e identificados.
AZENHA: VEJA E ÉPOCA PREPARAM REPORCAGEM CONTRA DILMA
Controlando a matriz do noticiário: A estreia de Dilma, a “radical”
por Luiz Carlos Azenha
Dilma, a “radical”, acaba de estrear nas páginas dos jornalões, por conta do programa de governo apresentado pela candidatura da ex-ministra ao TSE, posteriormente substituído.
Erro ou não, o fato é que sabemos que o “Dilma terrorista” vai emergir na campanha, mais cedo ou mais tarde, depois da estreia espetacular que fez na capa da Folha de S. Paulo, na forma de uma ficha falsa que chegou ao jornal por e-mail. Ou seja, como bem lembrou um internauta, a Folha publicou spam na primeira página.
Soube de um amigo bem informado que repórteres da Veja e da Época estão buscando contatos na antiga comunidade de informações do período do regime militar atrás de informações supostamente comprometedoras sobre a militância de Dilma. Também estão conversando com antigos militantes de esquerda.
Isso me lembra exatamente o que vi como repórter da TV Globo em 2005/2006: os melhores quadros da emissora dirigidos para apurar informações contra o governo federal, no período que precedia a campanha de reeleição de Lula. Os governos do PSDB eram, então, poupados. O padrão, agora, se repete. Não me dei conta, ainda, da divisão de tarefas, mas tudo indica que reprisará o que já vi antes: capas de revistas semanais, repercutidas no Jornal Nacional de sábado, que ganharão perna através da repercussão nos jornais de domingo, arrastando consigo a cobertura de portais, das emissoras de rádio e TV, dos jornais regionais e locais.
É o famoso controle sobre a matriz das notícias, que está nas mãos da campanha de José Serra.
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